O VERDADEIRO PODER DOS MANIFESTANTES
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http://hiperlinque.blogspot.com.br/2013/06/manifestacoes-falencia-da-ordem-e.html
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O caráter pacífico da manifestação persistiria até o final, como persistiu na manifestação anterior. O vandalismo e violência eram fortemente vaiados.
No fim, quando os policiais já escorraçavam os manifestantes ao redor da praça do Campo Grande, os velhos e crianças já tinham debandado. Os menos politizados, também. Os pacifistas que não foram lá para enfrentar a polícia já estavam em casa tomando suquinho, e os pacifistas que foram, sim, com esse intuito, enfraqueceram-se ao ver a baderna que se instaurava pelo rebanho dos que foram tangidos pela choque desde lá embaixo até ali. Muitos dos pacifistas foram devidamente convertidos à violência pela polícia quando a orquestra de "caminhando e cantando e seguindo a canção" foi acentuada com a percussão de bombas ao pé do ouvido.
É fortemente aceito que quando alguém lhe bate na cara você queira revidar (apesar de eu acreditar, sim, no princípio Jesus-Cristão de oferecer à outra face), mas em casos como esse é necessário que os manifestantes tenham a consciência de suas atitudes numa manifestação.
Primeiro, porque é BURRICE jogar uma pedra em alguém que tem um escudo enorme e está fortemente armado para revidar. Mesmo que ele tenha atacado antes. Por mais que os policiais sejam treinados, o sangue lhes sobe, assim como aos manifestantes, e eles revidam.
Segundo, porque fica lindo para a mídia colocar manifestantes violentos sendo atacados pela polícia: isso invalida a manifestação e enfraquece o movimento. Um único ônibus queimado queima o filme de todos.
Os (bem mais de) 20 mil manifestantes pacíficos sendo atacados pela polícia em plena praça do Campo Grande, porém, coloca em cheque todo o corpo policial, e levanta a questão básica, cuja resposta leva ao início da revolução: A quem ele (o copo policial) serve?
E com "ser pacífico" não entenda colocar flores nos canos das armas. Entenda "saber usar o verdadeiro poder do povo". Nós somos o poder e eles são a minoria. Com a organização certa, conhecimento das armas (vinagre no pano é bom para proteger a respiração do gás, soro é bom para lavar os olhos) e coragem pra avançar, a linha de policiais fica pequena em frente à multidão que avança e destrói sua organização.
É preciso também saber qual o propósito da manifestação: Deixar público o que a mídia não mostra. Pra quem não estava no fogo cruzado, resta acreditar na mentira midiática de que os policiais, coitados, estavam apenas defendendo a "ordem" e tiveram que reagir violentamente em frente a uma manifestação violenta.
Dessa forma, é forçoso aos manifestantes deixar tudo intacto, não destruir nem propagandas da coca-cola. Tirar fotos de tudo, documentar tudo em vídeo, e divulgar os abusos de policiais na internet.
A manifestação em Salvador foi a que teve menos cobertura em mídia nacional, mas em contrapartida foi a mais relevante, juntamente com a de Brasília, por se tratar de algo muito delicado para o governo: o pão e circo da copa e a imagem de "grande país organizado e desenvolvido" que dilma quer pagar em frente à imprensa internacional.
É uma pena que a praça do Campo Grande, destruída na ressaca da manifestação, gere a falsa sensação de que essa destruição é inerente ao movimento (e não uma resposta às ações violentas policiais), e seria levada ao estádio.
Nada mais falso, nada mais falso.
Resta ao movimento agora saber se organizar.
Defender suas causas na forma de setores especializados (saúde, educação, cultura, transporte) e alguns setores gerais (luta contra o PEC 37, propostas de plebiscitalização do governo, ou outras propostas válidas). Sempre com frases afirmativas, como "queremos o passe livre e transporte 24h por dia" ou "queremos uma reforma no sistema educacional nesses, nesses e nesses termos", nunca frases negativas genéricas de "não queremos corrupção" e "não queremos o sistema de saúde como está". Isso para que o movimento não enfraqueça diante das mentiras da mídia de que o movimento se resume em milhares de pessoas nas ruas com roupas coloridas e sem saber exatamente o quê protestam.
No fim, quando os policiais já escorraçavam os manifestantes ao redor da praça do Campo Grande, os velhos e crianças já tinham debandado. Os menos politizados, também. Os pacifistas que não foram lá para enfrentar a polícia já estavam em casa tomando suquinho, e os pacifistas que foram, sim, com esse intuito, enfraqueceram-se ao ver a baderna que se instaurava pelo rebanho dos que foram tangidos pela choque desde lá embaixo até ali. Muitos dos pacifistas foram devidamente convertidos à violência pela polícia quando a orquestra de "caminhando e cantando e seguindo a canção" foi acentuada com a percussão de bombas ao pé do ouvido.
É fortemente aceito que quando alguém lhe bate na cara você queira revidar (apesar de eu acreditar, sim, no princípio Jesus-Cristão de oferecer à outra face), mas em casos como esse é necessário que os manifestantes tenham a consciência de suas atitudes numa manifestação.
Primeiro, porque é BURRICE jogar uma pedra em alguém que tem um escudo enorme e está fortemente armado para revidar. Mesmo que ele tenha atacado antes. Por mais que os policiais sejam treinados, o sangue lhes sobe, assim como aos manifestantes, e eles revidam.
Segundo, porque fica lindo para a mídia colocar manifestantes violentos sendo atacados pela polícia: isso invalida a manifestação e enfraquece o movimento. Um único ônibus queimado queima o filme de todos.
Os (bem mais de) 20 mil manifestantes pacíficos sendo atacados pela polícia em plena praça do Campo Grande, porém, coloca em cheque todo o corpo policial, e levanta a questão básica, cuja resposta leva ao início da revolução: A quem ele (o copo policial) serve?
E com "ser pacífico" não entenda colocar flores nos canos das armas. Entenda "saber usar o verdadeiro poder do povo". Nós somos o poder e eles são a minoria. Com a organização certa, conhecimento das armas (vinagre no pano é bom para proteger a respiração do gás, soro é bom para lavar os olhos) e coragem pra avançar, a linha de policiais fica pequena em frente à multidão que avança e destrói sua organização.
É preciso também saber qual o propósito da manifestação: Deixar público o que a mídia não mostra. Pra quem não estava no fogo cruzado, resta acreditar na mentira midiática de que os policiais, coitados, estavam apenas defendendo a "ordem" e tiveram que reagir violentamente em frente a uma manifestação violenta.
Dessa forma, é forçoso aos manifestantes deixar tudo intacto, não destruir nem propagandas da coca-cola. Tirar fotos de tudo, documentar tudo em vídeo, e divulgar os abusos de policiais na internet.
A manifestação em Salvador foi a que teve menos cobertura em mídia nacional, mas em contrapartida foi a mais relevante, juntamente com a de Brasília, por se tratar de algo muito delicado para o governo: o pão e circo da copa e a imagem de "grande país organizado e desenvolvido" que dilma quer pagar em frente à imprensa internacional.
É uma pena que a praça do Campo Grande, destruída na ressaca da manifestação, gere a falsa sensação de que essa destruição é inerente ao movimento (e não uma resposta às ações violentas policiais), e seria levada ao estádio.
Nada mais falso, nada mais falso.
Resta ao movimento agora saber se organizar.
Defender suas causas na forma de setores especializados (saúde, educação, cultura, transporte) e alguns setores gerais (luta contra o PEC 37, propostas de plebiscitalização do governo, ou outras propostas válidas). Sempre com frases afirmativas, como "queremos o passe livre e transporte 24h por dia" ou "queremos uma reforma no sistema educacional nesses, nesses e nesses termos", nunca frases negativas genéricas de "não queremos corrupção" e "não queremos o sistema de saúde como está". Isso para que o movimento não enfraqueça diante das mentiras da mídia de que o movimento se resume em milhares de pessoas nas ruas com roupas coloridas e sem saber exatamente o quê protestam.
Por Luciano J
Avante. 2013 é o ano do fim da infância.
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